Das diversas coisas que vem de dentro, paz, calma é
um eterno acautelar.
Quando se tem paz de espírito conseguimos alcançar a
sensação de que o melhor sempre é feito, mesmo que não perfeitamente, afinal, perfeição
em tudo é utopia, sobretudo chato, de procura incessante pelo modelo ideal o
que, por ventura traz inquietude. Não quero aflições.
Com o passar do tempo, ou melhor, com o alcance
gradativo da maturidade, afinal, o tempo não traz só velhice, tenho aprendido a
lhe dar melhor com as chamadas “pequenas coisas”, aprendido que deixar pra lá,
deixar rolar... se deixar é um constante desapego dos fardos que nós mesmos ,
por vezes, insistimos em carregar. Enfim, aprendido.
Reconectar-se com o que há de mais puro dentro de
nós é revisitar nossas próprias intimidades, nossa essência, ancestralidade.
Costumo dizer que é preciso levar a vida leve, mas
confesso que nem sempre isso foi possível, não tão possível quanto agora, não
tão claro quanto hoje.
Quando chegamos nesta condição, não há quem nos
impeça, quem nos aflija, tudo é luz.
Voltar-se pra si, liberta-se de velhos conceitos e
deixar de carregar mais e mais do mesmo vai além do desprendimento, é graça – e
eu escolho este estado.
