Por hora, escolho não revelar quem realmente sou.
Mostrar de cara quem a gente é pode nos tornar
vulneráveis e é por isso que tomei esta decisão... claro, tá na cara é medo!
Medo de ser alvo fácil para julgamento, medo de decepcionar
o outro de cara, de não ser aceita, de não ter surpresas, de ser previsível
demais, medo!
Naturalmente me pergunto: Com isto, será que não estarei
engessada demais, falsa demais, descaracterizada demais, me anulando demais? É,
tô. Foda né. Foda demais... quer dizer, diante disto, mais provavelmente, foda
de menos.
Meu riso frouxo, meu sorriso largo e minhas gesticulações
desenvoltas já me trouxeram alguns desajustes, ora por julgamentos machistas,
ora pela insegurança das namoras dos amigos... e isso é um saco. Gente besta é
uma chatice.
De certo modo escolhi, neste momento de tantas
transições me permitir o recolhimento, não para ficar como mera expectadora,
como na janela de um casarão em Olinda vendo o bloco na rua passar, mas permitir distanciar-me um pouco e experimentar o não ser eu, mas ser eu,
entendeu?
Confuso, eu sei. É um experimento de resguardar,
manter a essência (essa espero, convicta que inalterável) pondo em prática
outros comportamentos.
Será como num jogo de detetive, assassino e vítima. Ao Permitir provar de uma outra forma o exprimir-me. Por fim, pós experimento
serei eu vítima de mim mesma e presa em nome da lei?

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