segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Restringindo Sentimentos

A cada dia me deparo cada vez mais com a avareza alheia e constante dos que me cercam.

É notório como as pessoas economizam bons sentimentos, preferem o caminho mais árduo e longo até chegar a algo ou alguém do que atalhar pelo caminho do carinho.

Acreditar que hoje uma declaração de afeto, pública ou não, seja considerado "Nobre', “Incrível’ quando na verdade isso deveria ser tão cotidiano como levantar da cama e abri os olhos todas as manhãs.

Putz, que é legal, é! Que é bonito, é! Mas será que temos que encarar tais atitudes como tão extraordinário assim?

A que ponto nós chegamos? Aonde foi que a gente se perdeu? Tem volta?

Será que vale mesmo só tiro porrada e bomba? É só isso que a gente tem a oferecer ao desconhecido, amigo ou inimigo?

Será que doses diárias de gentilezas, de sorrisos, abraços, de mais "Eu te amo", de o “quanto você é importante pra mim” estão tão além do que a gente realmente possa dar ao outro?

Alguns colegas me falam que tudo aquilo que não é recíproco não vale a pena ser dito. Acho que aí é onde mora a avareza sentimental.

Parece que estas pessoas nunca ouviram dizer que “fazer o bem sem olhar a quem”  traz mais bem estar e leveza de espírito a quem dá;  ou que água mole em pedra dura, tanto bate até que... o outro corresponde!

É a velha e boa persistência, tente, tente de novo, e de novo e se for preciso mais uma ou duas ou dez vezes, uma hora o coração alheio vai retribuir. A gente sempre vai corresponder a quem não poupa carinho com a gente. É abundância demais pra gente não se inebriar.

Bons sentimentos distribuídos gratuitamente afagam a alma, torna o dia mais feliz, libera endorfina e cura muitos males, então, porque não chacoalhar tudo o que tem de bom dentro da gente e distribuir por aí? Guardar pra quê? Sentimentos generosos é o tipo de coisa que quanto mais a gente guarda só pra si torna-se pobre,  riqueza mesmo é espalhar, sem miséria. Quanto mais se dá, mais se recebe, mais se tem.

Chega um determinado momento que a gente sente falta das delicadezas no dia a dia. Palavras doces envoltas de sentimentos são vitais, assim como água e ar. É o que faz ter sentido pra acordar, pra ir ao trabalho, encontrar amigos, visitar parentes. Eu quero sim respirar amor.

E se isso tem jeito? Tem. E é melhor a gente não perder tempo.

Num é difícil não. Pode começar agora, parando de ler este texto e mandando uma mensagem pra alguém, sorrindo pra quem tá do lado... sem desculpas, dá pra fazer isso agora. Chaga de mesquinharia, libera esse sentimento aí, pô!


domingo, 4 de outubro de 2015

Das Belezas Do Caminho

A gente costuma procurar o pote de ouro no fim do arco íris, reza a lenda que o paraíso tá além do horizonte. Mas só tá lá mesmo?

O caminho até chegar lá tem que ter algo de bom.

Quase ninguém fala na jornada, na trajetória, talvez porque tenha alguns encalços, mas putz se tudo fosse muito fácil também seria um saco, enjoativo assim como se alimentar diariamente de algodão doce.

No caminho dá pra se deparar com tantas coisas, amigos pra uma vida toda, aqueles dignos de entrar no nosso paraíso e aqueles que a gente prefere deixar no mesmo caminho onde os encontrou; experiências de vida enriquecedoras e outras só de zoação mesmo, mas que deixam a vida com mais cor, mais brilho.

Aprender de tudo, inclusive jogo de cintura pra administrar o que vier, logo, eu sempre soube que o caminho é mais que caminhar, não é meramente dar um passo e sucessivamente outro, é crescimento, desenvolvimento, beleza e preparo pro presente e pro fim.

E outra coisa muito importante: Quem disse que a gente vai chegar lá? Quem garante? E pior, se a gente já tiver chegado lá e nem ter se dado conta? Quem vai nos dizer que esta é a última estação, ou que a estação top é aquela? E se você não estiver preparado para aquele lugar sagrado? E se esse paraíso não foi exatamente igual ao que nós esperávamos? Se estiver muito aquém dos nossos sonhos?

É muita coisa abstrata junta.... confuso.

Então, é até mais prático valorizar o caminho, aproveitar cada momento dele e fazer de cada passo um pedaço da sua terra prometida.

A arte está no caminhar.