A gente costuma procurar o pote de ouro no fim do arco íris,
reza a lenda que o paraíso tá além do horizonte. Mas só tá lá mesmo?
O caminho até chegar lá tem que ter algo de bom.
Quase ninguém fala na jornada, na trajetória, talvez porque
tenha alguns encalços, mas putz se tudo fosse muito fácil também seria um saco,
enjoativo assim como se alimentar diariamente de algodão doce.
No caminho dá pra se deparar com tantas coisas, amigos pra
uma vida toda, aqueles dignos de entrar no nosso paraíso e aqueles que a gente
prefere deixar no mesmo caminho onde os encontrou; experiências de vida enriquecedoras
e outras só de zoação mesmo, mas que deixam a vida com mais cor, mais brilho.
Aprender de tudo, inclusive jogo de cintura pra administrar
o que vier, logo, eu sempre soube que o caminho é mais que caminhar, não é
meramente dar um passo e sucessivamente outro, é crescimento, desenvolvimento,
beleza e preparo pro presente e pro fim.
E outra coisa muito importante: Quem disse que a gente vai
chegar lá? Quem garante? E pior, se a gente já tiver chegado lá e nem ter se
dado conta? Quem vai nos dizer que esta é a última estação, ou que a estação
top é aquela? E se você não estiver preparado para aquele lugar sagrado? E se
esse paraíso não foi exatamente igual ao que nós esperávamos? Se estiver muito aquém
dos nossos sonhos?
É muita coisa abstrata junta.... confuso.
Então, é até mais prático valorizar o caminho, aproveitar
cada momento dele e fazer de cada passo um pedaço da sua terra prometida.
A arte está no caminhar.

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