A cada dia me deparo cada vez mais com a avareza alheia e
constante dos que me cercam.
É notório como as pessoas economizam bons sentimentos,
preferem o caminho mais árduo e longo até chegar a algo ou alguém do que
atalhar pelo caminho do carinho.
Acreditar que hoje uma declaração de afeto, pública ou não,
seja considerado "Nobre', “Incrível’ quando na verdade isso deveria ser tão cotidiano
como levantar da cama e abri os olhos todas as manhãs.
Putz, que é legal, é! Que é bonito, é! Mas será que temos
que encarar tais atitudes como tão extraordinário assim?
A que ponto nós chegamos? Aonde foi que a gente se perdeu?
Tem volta?
Será que vale mesmo só tiro porrada e bomba? É só isso que a
gente tem a oferecer ao desconhecido, amigo ou inimigo?
Será que doses diárias de gentilezas, de sorrisos, abraços,
de mais "Eu te amo", de o “quanto você é importante pra mim” estão tão além do
que a gente realmente possa dar ao outro?
Alguns colegas me falam que tudo aquilo que não é recíproco não
vale a pena ser dito. Acho que aí é onde mora a avareza sentimental.
Parece que estas pessoas nunca ouviram dizer que “fazer o
bem sem olhar a quem” traz mais bem
estar e leveza de espírito a quem dá; ou
que água mole em pedra dura, tanto bate até que... o outro corresponde!
É a velha e boa persistência, tente, tente de novo, e de
novo e se for preciso mais uma ou duas ou dez vezes, uma hora o coração alheio
vai retribuir. A gente sempre vai corresponder a quem não poupa carinho com a
gente. É abundância demais pra gente não se inebriar.
Bons sentimentos distribuídos gratuitamente afagam a alma,
torna o dia mais feliz, libera endorfina e cura muitos males, então, porque não
chacoalhar tudo o que tem de bom dentro da gente e distribuir por aí? Guardar pra
quê? Sentimentos generosos é o tipo de coisa que quanto mais a gente guarda só
pra si torna-se pobre, riqueza mesmo é
espalhar, sem miséria. Quanto mais se dá, mais se recebe, mais se tem.
Chega um determinado momento que a gente sente falta das
delicadezas no dia a dia. Palavras doces envoltas de sentimentos são vitais,
assim como água e ar. É o que faz ter sentido pra acordar, pra ir ao trabalho,
encontrar amigos, visitar parentes. Eu quero sim respirar amor.
E se isso tem jeito? Tem. E é melhor a gente não perder
tempo.
Num é difícil não. Pode começar agora, parando de ler este
texto e mandando uma mensagem pra alguém, sorrindo pra quem tá do lado... sem
desculpas, dá pra fazer isso agora. Chaga de mesquinharia, libera esse sentimento
aí, pô!

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