quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resolvi Jogar As Chaves Fora

Depois de muitas dores, decidi que era mais do que hora de me desprender, cortas os laços, ou melhor, os nós que me ligavam a certa pessoa e fatos do passado.

É difícil, dói, mas é preciso, não dá para seguir em frente com uma bola de canhão pregada ao meu calcanhar. É necessário força, jeito, manha pra romper o cadeado que me prende e impede de dar paços mais largos.

Voar é preciso. E não dá pra voar com amarras ao chão.

Às vezes a gente arruma mil desculpas, não apaga o contato da agenda, não exclui das redes sociais, continua a frequentar os mesmos lugares e persiste a criar velhos hábitos que tendem a te fazer ficar na inércia – nem prossegue nem retorna, afinal, deixar alguém na retaguarda, à margem é sofrido.

Desculpa ter que te deixar pra trás, mas os meus planos já não são os mesmos, tenho vôos mais altos e planos que não comportam você... muito menos as suas fortes lembranças, é, eu tenho que ir, seguir em frente, dar passos mais sólidos pra frente, embora algo sempre me remete à lá trás, mas é assim mesmo, não dá pra apagar o passado, não dá esquecer tudo o que se passou, mas passou, né.

É hora de jogar as chaves foras, de não fazer mais de você uma morada,  é preciso sintonizar novas frequências. Como disse o Rubel certa vez: “- Pinturas velhas não renovam mais meu ar”. Você precisa ser apagado, riscado do papel, dos pensamentos e mais profundamente do coração, ao menos por hora, não dá pra prosseguir com a lembrança de um passado que tá tão presente, latente. É necessário, chegou a hora, você precisa ir.


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