Quando penso em um amor pra
vida inteira, logo me vem á mente a estrofe da música do Cazuza:
"Eu quero a sorte de
um amor tranquilo com sabor de fruta mordida..."
Páro e sem a necessidade de
muita reflexão, percebo que isto é tudo o que eu queria pra uma vida, não sei
se pra uma vida inteira, afinal, ainda não consigo me imaginar velhinha,
flácida e de bengala, não ainda... ainda... mas sei que estar por vir.
Mas no futuro gozo da minha
vida adulta, eu escolho amores sólidos (sim, amoreS, no plural, porque eu
também me canso das pessoas, e, nestes casos, é preferível mudar) porque amores
sólidos trazem paz em seu designo, não é necessariamente um carrossel que
gira, gira e torna ao ponto inicial, com velocidade igual a cada volta,
mas vem envolvido de uma segurança, mesmo que ingênua, de que temos a
certeza que alguém nos ama - é, digo ingênua porque golpes duros também são
proferidos de pessoas sólidas e que quando nos atingem, pode crer, é
nocaute na certa.
Mas a mansidão de um amor
terno nos dá um passaporte carimbado para loucuras tão mais doces
e cúmplices, das quais não poderíamos viver com mais ninguém.
Quando me refiro a estes
"ninguéns", são exatamente aqueles meros coadjuvantes que a gente não lembra de ter saído no final daquela
balada. Não que eu esteja desprezando estes seres, eles foram importantes
sim, por uma, duas ou até mais saidinhas, por terem ligado e nos feito sentir
vivas - afinal, promiscuidade também é importante, mas estes, ah... não
fazem grandes histórias.
Sem sombra de dúvidas, são
incomparáveis os olhares que não necessitam de palavras e o toque que você
certamente lembrará para todo o sempre - mesmo dormindo com outros.
As loucuras vividas ao lado
destes "alguns" são mais que tijolinhos em nossa vida, são
deveras inesquecíveis á mente.
É gostoso olhar e ver que o
outro também gosta. De executar uma fantasia tosca e não se cobrar depois
só porque não saiu do jeito mais sexy possível... e rir! Rir daquilo como um
passaporte aberto para outras aventuras melhores ou iguais, afinal, o
carimbo de que "eu não ligo tanto pra isso" e de " será
mais uma história pra lembrar e contar' está prestes a entrar em ação.
É... é exatamente esta solidez
que eu desejo, não sei se exatamente o que procuro, porque desejar
e procurar são coisas distintas. Em dados momentos da vida a gente só
procura quem nos aceite e pronto. Mesmo que isto, não necessariamente nos
permita sonhar com tudo isto que já foi dito, mesmo porque, o início da
estrofe já alerta: "... Eu quero a sorte".

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