sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eu Escolho a Parte Boa


E bum! Nada aconteceu como você planejou.

Ora, não foi tão assim... mas foi, ao menos em partes.

Nestes momentos, ou melhor,  nesta exata hora a cabeça deu um nó, os sentimentos se embaraçaram. 

É, porque eu sou assim, 
mi- li- me- tri- ca- men- te precisa. Foi naquela hora que a ficha caiu e você (Eu) defrontou-se com o tão chato “imprevisto’, o dito por muitos “normal” e que devemos estar sempre preparados, mas estamos mesmo? Eu não!

Porque eu não inicio nada esperando pelo pior, ou pelo não esperado, prefiro não dar bola pra números baixos das estatísticas, meu lado megalomaníaco bloqueia porcentagens pouco expressivas.

É né, mas rolou pra mim. Rolou a bola da vez;  minha dramaticidade diria que a bola mais soou como uma bomba chiando. No calor da emoção parece que vai explodir, mas depois de algumas lágrimas, da mente que estava à todo vapor acalmar-se você percebe que é  só mais uma das muitas bombas – não tá acesa, o pavio não é curto, mas é claro que eu não estava preparada para  segurá-la.

Que bom que existe o amanhã (depois do choro, claro) Para aquietar-se? Também, mas não só pra isso. Para dar coragem, pra refletir, pra quebrar a cara por quebrar a cara, pra nos tirar da zona de conforto ou simplesmente pra dizer que as coisas são assim e pronto! As coisas não se desenham como a gente quer a todo momento.

Muitas pessoas dizem que isso é o que faz a vida ter graça, afinal, tudo previsível demais é chato e torna a vida sem emoção, mas confesso que no meu íntimo, se fosse possível banir qualquer inesperado ruim, assim eu o faria. Eu só quero o bom e fim.




sábado, 22 de agosto de 2015

Pro Novo Acontecer

Na música Pra gente se desprender do Marcelo Jeneci tem uma frase que concordo em gênero, numero e grau, é ela: “E a cada ponto final a história vai repetir.”

Tem coisas que são tão cíclicas, naturalmente tem suas peculiaridades, momentos únicos e afins, mas quando acaba, nos parece que é tudo sempre igual, como se chegássemos mais uma vez ao ponto inicial, alguns diriam até que retornou a estaca zero. Claro, que depois que poeiras baixam, que as emoções assentam a gente passa a enxergar os ganhos (mesmo que poucos) o que nós tiramos de aprendizado do que foi vivido e sobretudo, o que podemos mudar e fazer diferente daqui pra frente.

São tantas situações de recomeço nessa vida que eu não consigo mensurar quantos pontos de partida já tive que criar para que o novo acontecesse – na convivência  com a família, amigos, amores, empregos, etc...

Não se deixar abater por desfechos pouco esperados ou por fins inevitáveis que a vida nos proporciona é fundamental, afinal, finais sempre existirão.

Às vezes fins se parecem com perdas, sentimentos de dor costumam nos tomar em alto grau, mas peraí, muitas coisas que vão precisavam realmente ir, e por ensejos são benéfica pra nós, verdadeiros livramentos. Conscientizar-se definitivamente de que para que o novo possa vir, o antigo precisa partir.  

A gente costuma achar que o recomeço será sempre diferente, diferente em tudo, mas será mesmo?

Sinceramente, acho uma ilusão, afinal, em tudo o que fizer, seja hoje, amanhã ou depois sempre terá uma marca que é nossa, própria, que costumo chamar de essência - e essência não é o tipo de coisa que a gente molda ou muda de uma hora pra outra, é característica própria da nossa alma, é brilho nosso que não se perde em nenhum reinício.

Recomeçar é bom, é chance nova de dar continuidade ao que é bom em nós ou no outro, é fantástico saber que boas histórias podem secundar.

Por fim, conclua Jeneci: “A gente é mais que um plural e a vida é muito mais
                                        Que a gente espera temendo a toda queda
                                        Deixa a geleira cair e o beija-flor descansar
                                        Um novo agora virá.”






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Passos Que Só EU Posso Dar

Das convicções que tenho nesta existência, uma delas é de que a única 
pessoa que pode fazer a roleta da vida girar sou eu.

Em determinados momentos é possível e inclusive, mais fácil, transferir 
certas responsabilidades e até culpar situações e pessoas pelo momento 
atual e desfavorável que estamos vivendo – mesmo sabendo que as 
decisões são exclusivamente nossas.

Mas acredito que isto é muito do ser humano, vangloriar-se pelos êxitos e tentar encontrar um culpado para as falhas.

O que não podemos esquecer ou repassar ao outro é o fato que o SIM das nossas vidas está em nossas mãos, tem coisas que só você, eu, é que podemos fazer.

Ninguém vai viver a vida por nós, ninguém vai está na nossa pele para aproveitar os momentos de prazer ou pra vivenciar os momentos de luto por nossas perdas.

A decisão do sucesso ou do fracasso só depende de nós.

O universo não conspira nem contra nem a favor de quem não se posiciona diante da vida.

Não dá pra esperar que o carro zero ou o apartamento tão desejado caia do céu se você não trabalhar e juntar dinheiro pra isto, não dá pra querer passar num concurso público se você não estuda, muito menos que o mercado de trabalho te oferte um emprego melhor se você não se qualifica.

Ficar pra trás ou fazer a máquina da vida engrenar, é um ou mais passos que só nós podemos dar.  Acreditar na sorte ou no azar pode até ser confortante e uma breve colher de chá – nada contra pra quem acredita nisto, mas com certeza não tem azar que consiga atrapalhar o caminho de quem tem determinação e foco pra correr atrás daquilo que deseja.

Tenho acreditado e despertado pro fato que só eu, exclusivamente eu sou a culpada por tudo está do jeito que está, afinal, as decisões assertivas ou não foi eu que as tomei, as escolhas foram feitas por mim, as possibilidades estavam lá nas minhas mãos e foi o meu “sim” que as impulsionaram.

É tempo de mudar, e não tem ninguém no mundo que faça isto por mim, Sai do comodismo e toma as rédias da tua própria vida. #Força #Foco #Fé. Segue à diante.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Seguindo em Frente


Tenho aprendido à duras penas que Recomeçar é pros fortes.

Faz parte da vida as tentativas, erros e acertos, mas cheguei à conclusão que abandonar o barco e partir pra outros mares é sobretudo um ato de coragem.

Permitir-se dar um salto no escuro com tantas questões ao redor não é uma tarefa fácil e demanda muito mais energia e sofrimento do que alguns imaginam.

Ao longo destes últimos meses venho passando por esta fase.

Tenho largado o barco gradativamente. Ainda não fui corajosa o suficiente para pular em alto mar, por vezes me vejo ancorando o barco em alguma margem e vez ou outra troco, volto e retomo alguns barcos da vida.

São tantas coisas na cuca, são tempos desprendidos, investimentos, visão de mundo, sonhos, família, contas, insatisfações e afins envolvidos que simplesmente abandonar tudo e deixar  a água rolar é uma problemática.

Certas libertações parecem que só serão concretizadas quando o passado não passar apenas de uma lembrança.

Recorda, ou melhor, reviver como uma bola de ping-pong dói, estrangula. O mais complicado de tudo isso, que mesmo entendendo, tendo clareza de toda esta temática global, ainda não consigo me desvencilhar. Uma vez ouvi dizer que “Crescer dói”, e é.

Dói largar o que vc construiu durante um longo período, dói ouvir certas críticas, sobretudo as minhas, que são as mais duras possíveis, chegar a conclusão que  parte do que se foi construído não foi um sucesso como imaginara nos sonhos é frustrante;  mas fazer o que, né, frustrações existem, fazem parte da vida e temos que encarar de cabeça erguida ou não. Tocar o barco pra frente e evitar dar voltas em círculos.

Minha mãe sempre me disse:  -Pra frente é que se anda. E tenho que levar o sabedoria popular mais a sério, olhar pra frente, mirar nos novos objetivos, ir ao alcance deles e só espiar para trás pra lembrar que tudo o que foi vivido foram degraus pra nova e próspera fase. O passado passou.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Despadronizada

Como é que eu falo que a minha bunda tá mole pra um cara que eu acabei de conhecer
e estou tão interessada?

É, chega a ser trágico se não fosse cômico, mas isto aconteceu de fato.

Certas situações sem roteiro e sem noção são as melhores coisas que poderiam 
acontecer nas nossas vidas. Se deixar larga-se, esquecer desse lance de querer ser
politicamente correto é libertador.

Com toda certeza é o que traz o verdadeiro brilho ao dia a dia sem graça de uma
 rotina maçante.

Desde aquele momento em que falei essa besteira, naturalmente o riso foi inevitável 
– rimos, os dois. Mas o pós, aaah, esse sim ficou na memória, até agora me pego rindo
da situação – e é tão gostoso!

Como se não bastasse falar, ainda dei uma leve “apalpada” nas nádegas, essa é sem 
dúvida uma história pra contar – talvez não aos meus netos, mas pros amigos, velhos ou não.

Quebrou o gelo, aproximou e porque não dizer que tenha sido até um “Q” pra ele se encantar 
por mim? Bom humor, sem sombra de dúvidas é um viés pra atrair alguém.

Cansei de ser engessada, cansei de ter padrão pra tudo, pra falar, pra agir, vestir, etc.. parece
que tá todo mundo igual...  que ética é essa quase imoral?

Recuso-me a seguir padrão de comportamento na minha vida privada ou não tão privada assim. 
Quero ser eu, e ser eu não é cíclico, não é lego.



É Momento de Delicadeza

Cada dia mais estou convicta que muitos, inclusive eu,  buscam algo que seja bom, doce, sutil, que complete o que um emprego,  qualificação bacana e aquela graninha reserva não conseguem atingir. 

Aonde foi que a gente se perdeu, ou se deixou perder?  
                                        
Difícil responder isso, mas pra que tentar entender (agora) os rumos que a vida tomou, se temos o daqui pra frente, é, porque pra frente é que se anda, já perdemos tempo demais, com o que foi pouco substancial (pra mim),  é, pouco substancial agora, no momento presente, porque antes... ah, antes.... antes era o plano A, e foi, mas eu não calculei os entornos.

E os entornos eram estas levezas, o que me dar espírito, disposição pra encarar tudo... tudo de novo.

Soa como um final de semana (ou como deveria ser o fim de semana) pra revigorar, reenergizar pra próxima semana que se inicia, mas não tem sido bem assim. Cada dia mais os fins de semana estão mais atolados e atolados, é MBA, congressos, colocar as planilhas em ordem e ostentar a selfie em algum restaurante novo que todo mundo já foi e só você havia ficado de fora ( isto é quase um pecado hoje em dia – grande merda).

É tanta futilidade pra se enquadrar em padrões imbecis, tá deixando tudo tão chato, tão monótono, que o mais simples parece algo tão desejado quanto uma viagem de férias.

É, muitas coisas se inverteram e eu quero tanto o meu lado avesso.
Quero o simples.
Quero o sossego.
Quero mais Delicadeza, gentileza, gratidão, sorriso na cara, bom dia de coração, despretensões...
E tudo isso, pasmem, é de GRAÇA.
É hora de quebrar os relógios, de desligar os despertadores. Parem as máquinas.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Equidade

Resolvi me apaixonar por um 
grande homem, é, grande homem, 
não em sua estatura, mas no 
seu ser, é, digo SER, porque
só no caráter pra mim, ainda é 
pouco.

Cansei de me contentar com 

pouco, eu mereço mais, porque 
eu sempre dou aos outro mais 
e mais de mim, logo não é justo 
que eu acate tudo aquilo que não 
esteja à altura do que entrego, o que sou.

Por tempos eu acreditei na falsa 
ilusão de que depois as coisas iriam mudar, que 
amanhã vai ser melhor, que aquela declaração de amor inesquecível vai chegar... 
Mas não é bem assim. Se não foi agora, no ato da paixão, quando todas as loucuras 
são teoricamente prováveis isto não aconteceu... Então esqueça. Depois que cair n
mesmice, na monotonia e na certeza de que você não precisa de muito esforço 
pro outro ficar com você, a probabilidade daquela mega surpresa acontecer... se esvaia.                                                                                                          
Diante destas minhas percepções, e naturalmente, das vivências amorosas e cotidianas, 
sobretudo das decepções,  tomei ciência, de "porquê não"? Por que não ser mais 
seleta nos meus sentimentos mais profundos e me dar mais por quem é e faz de mim 
mais pra si?  É quase uma questão de igualdade, se é que existe igualdade no âmbito 
amoroso.                                          

Devo levar em consideração que talvez eu também não seja uma “Brastemp” pra este
outro alguém, mas tudo é um risco, e que nem por isso eu tenha que me contentar com
o que eu acho que não é o melhor pra mim... Percebi que estou um pouco descrente 
no sexo oposto, nas relações mais profundas, mas esta medida, quase que preventiva
a mim imposta, é sim uma maneira de tentar me blindar de certas dores, não pelo 
medo de sofrer, mas por saber que dores desnecessárias podem ser evitadas, 
simplesmente porque número não são tão importantes pra mim, quero mais
qualidade do que quantidade.