Resolvi me apaixonar por um
grande homem, é, grande homem,
não em sua estatura, mas no
seu ser, é, digo SER, porque
só no caráter pra mim, ainda é
pouco.
Cansei de me contentar com
pouco, eu mereço mais, porque
eu sempre dou aos outro mais
e mais de mim, logo não é justo
que eu acate tudo aquilo que não
esteja à altura do que entrego, o que sou.
Por tempos eu acreditei na falsa
ilusão de que depois as coisas iriam mudar, que
grande homem, é, grande homem,
não em sua estatura, mas no
seu ser, é, digo SER, porque
só no caráter pra mim, ainda é
pouco.
Cansei de me contentar com
pouco, eu mereço mais, porque
eu sempre dou aos outro mais
e mais de mim, logo não é justo
que eu acate tudo aquilo que não
esteja à altura do que entrego, o que sou.
ilusão de que depois as coisas iriam mudar, que
amanhã vai ser melhor, que aquela declaração de amor inesquecível
vai chegar...
Mas não é bem assim. Se não foi agora, no ato da paixão, quando
todas as loucuras
são teoricamente prováveis isto não aconteceu... Então esqueça. Depois que cair na
mesmice, na monotonia e na certeza de que você não precisa de muito esforço
são teoricamente prováveis isto não aconteceu... Então esqueça. Depois que cair na
mesmice, na monotonia e na certeza de que você não precisa de muito esforço
pro outro ficar com você, a probabilidade daquela mega surpresa
acontecer... se esvaia.
Diante destas minhas percepções, e naturalmente, das vivências
amorosas e cotidianas,
sobretudo das decepções, tomei ciência, de "porquê
não"? Por que não ser mais
seleta nos meus sentimentos mais profundos e me dar mais por quem
é e faz de mim
mais pra si? É quase uma questão de igualdade, se é que existe
igualdade no âmbito
amoroso.
Devo levar em consideração que talvez eu também não seja uma
“Brastemp” pra este
outro alguém, mas tudo é um risco, e que nem por isso eu tenha que
me contentar com
o que eu acho que não é o melhor pra mim... Percebi que estou um
pouco descrente
no sexo oposto, nas relações mais profundas, mas esta medida,
quase que preventiva
a mim imposta, é sim uma maneira de tentar me blindar de certas
dores, não pelo
medo de sofrer, mas por saber que dores desnecessárias podem ser
evitadas,
simplesmente porque número não são tão importantes pra mim, quero
mais
qualidade do que quantidade.

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