segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Equidade

Resolvi me apaixonar por um 
grande homem, é, grande homem, 
não em sua estatura, mas no 
seu ser, é, digo SER, porque
só no caráter pra mim, ainda é 
pouco.

Cansei de me contentar com 

pouco, eu mereço mais, porque 
eu sempre dou aos outro mais 
e mais de mim, logo não é justo 
que eu acate tudo aquilo que não 
esteja à altura do que entrego, o que sou.

Por tempos eu acreditei na falsa 
ilusão de que depois as coisas iriam mudar, que 
amanhã vai ser melhor, que aquela declaração de amor inesquecível vai chegar... 
Mas não é bem assim. Se não foi agora, no ato da paixão, quando todas as loucuras 
são teoricamente prováveis isto não aconteceu... Então esqueça. Depois que cair n
mesmice, na monotonia e na certeza de que você não precisa de muito esforço 
pro outro ficar com você, a probabilidade daquela mega surpresa acontecer... se esvaia.                                                                                                          
Diante destas minhas percepções, e naturalmente, das vivências amorosas e cotidianas, 
sobretudo das decepções,  tomei ciência, de "porquê não"? Por que não ser mais 
seleta nos meus sentimentos mais profundos e me dar mais por quem é e faz de mim 
mais pra si?  É quase uma questão de igualdade, se é que existe igualdade no âmbito 
amoroso.                                          

Devo levar em consideração que talvez eu também não seja uma “Brastemp” pra este
outro alguém, mas tudo é um risco, e que nem por isso eu tenha que me contentar com
o que eu acho que não é o melhor pra mim... Percebi que estou um pouco descrente 
no sexo oposto, nas relações mais profundas, mas esta medida, quase que preventiva
a mim imposta, é sim uma maneira de tentar me blindar de certas dores, não pelo 
medo de sofrer, mas por saber que dores desnecessárias podem ser evitadas, 
simplesmente porque número não são tão importantes pra mim, quero mais
qualidade do que quantidade.








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