sábado, 22 de agosto de 2015

Pro Novo Acontecer

Na música Pra gente se desprender do Marcelo Jeneci tem uma frase que concordo em gênero, numero e grau, é ela: “E a cada ponto final a história vai repetir.”

Tem coisas que são tão cíclicas, naturalmente tem suas peculiaridades, momentos únicos e afins, mas quando acaba, nos parece que é tudo sempre igual, como se chegássemos mais uma vez ao ponto inicial, alguns diriam até que retornou a estaca zero. Claro, que depois que poeiras baixam, que as emoções assentam a gente passa a enxergar os ganhos (mesmo que poucos) o que nós tiramos de aprendizado do que foi vivido e sobretudo, o que podemos mudar e fazer diferente daqui pra frente.

São tantas situações de recomeço nessa vida que eu não consigo mensurar quantos pontos de partida já tive que criar para que o novo acontecesse – na convivência  com a família, amigos, amores, empregos, etc...

Não se deixar abater por desfechos pouco esperados ou por fins inevitáveis que a vida nos proporciona é fundamental, afinal, finais sempre existirão.

Às vezes fins se parecem com perdas, sentimentos de dor costumam nos tomar em alto grau, mas peraí, muitas coisas que vão precisavam realmente ir, e por ensejos são benéfica pra nós, verdadeiros livramentos. Conscientizar-se definitivamente de que para que o novo possa vir, o antigo precisa partir.  

A gente costuma achar que o recomeço será sempre diferente, diferente em tudo, mas será mesmo?

Sinceramente, acho uma ilusão, afinal, em tudo o que fizer, seja hoje, amanhã ou depois sempre terá uma marca que é nossa, própria, que costumo chamar de essência - e essência não é o tipo de coisa que a gente molda ou muda de uma hora pra outra, é característica própria da nossa alma, é brilho nosso que não se perde em nenhum reinício.

Recomeçar é bom, é chance nova de dar continuidade ao que é bom em nós ou no outro, é fantástico saber que boas histórias podem secundar.

Por fim, conclua Jeneci: “A gente é mais que um plural e a vida é muito mais
                                        Que a gente espera temendo a toda queda
                                        Deixa a geleira cair e o beija-flor descansar
                                        Um novo agora virá.”






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