Cada dia mais estou convicta que muitos, inclusive eu, buscam algo que seja bom, doce, sutil, que complete o que um emprego, qualificação bacana e aquela graninha reserva não conseguem atingir.
Aonde foi que a gente se perdeu, ou se deixou perder?
Difícil responder isso, mas pra que tentar entender (agora) os rumos que a vida tomou, se temos o daqui pra frente, é, porque pra frente é que se anda, já perdemos tempo demais, com o que foi pouco substancial (pra mim), é, pouco substancial agora, no momento presente, porque antes... ah, antes.... antes era o plano A, e foi, mas eu não calculei os entornos.
E os entornos eram estas levezas, o que me dar espírito, disposição pra encarar tudo... tudo de novo.
Soa como um final de semana (ou como deveria ser o fim de semana) pra revigorar, reenergizar pra próxima semana que se inicia, mas não tem sido bem assim. Cada dia mais os fins de semana estão mais atolados e atolados, é MBA, congressos, colocar as planilhas em ordem e ostentar a selfie em algum restaurante novo que todo mundo já foi e só você havia ficado de fora ( isto é quase um pecado hoje em dia – grande merda).
É tanta futilidade pra se enquadrar em padrões imbecis, tá deixando tudo tão chato, tão monótono, que o mais simples parece algo tão desejado quanto uma viagem de férias.
É, muitas coisas se inverteram e eu quero tanto o meu lado avesso.
Quero o simples.
Quero o sossego.
Quero mais Delicadeza, gentileza, gratidão, sorriso na cara, bom dia de coração, despretensões...
E tudo isso, pasmem, é de GRAÇA.
É hora de quebrar os relógios, de desligar os despertadores. Parem as máquinas.
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