quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eu Me Perdoei!

Eu me perdoei pelas minhas falhas.

Pelas minhas burrices.

Pelas decisões impensadas.

Pelas escolhas erradas.

Eu me perdoo pelas grosserias por mim cometidas.

Por ter abandonado o barco quando eu poderia ter ido mais além.

Por ter me julgado tão severamente.

Por não acreditar em mim mesma.

Eu me perdoo porque simplesmente eu mereço.

Mereço recomeçar.

Mereço uma segunda, terceira, décima quinta ou quantas vezes forem necessárias .

Eu erro pra acertar, isso faz parte.

Não vivo pensando nos erros do passado pra justificar nós e amarguras no presente.

Eu faço a fila andar,  lentamente ou não, mas eu me perdoo porque assim eu posso sem remorsos tentar. 

Levar a vida é tocar a boiada pra frente



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resolvi Jogar As Chaves Fora

Depois de muitas dores, decidi que era mais do que hora de me desprender, cortas os laços, ou melhor, os nós que me ligavam a certa pessoa e fatos do passado.

É difícil, dói, mas é preciso, não dá para seguir em frente com uma bola de canhão pregada ao meu calcanhar. É necessário força, jeito, manha pra romper o cadeado que me prende e impede de dar paços mais largos.

Voar é preciso. E não dá pra voar com amarras ao chão.

Às vezes a gente arruma mil desculpas, não apaga o contato da agenda, não exclui das redes sociais, continua a frequentar os mesmos lugares e persiste a criar velhos hábitos que tendem a te fazer ficar na inércia – nem prossegue nem retorna, afinal, deixar alguém na retaguarda, à margem é sofrido.

Desculpa ter que te deixar pra trás, mas os meus planos já não são os mesmos, tenho vôos mais altos e planos que não comportam você... muito menos as suas fortes lembranças, é, eu tenho que ir, seguir em frente, dar passos mais sólidos pra frente, embora algo sempre me remete à lá trás, mas é assim mesmo, não dá pra apagar o passado, não dá esquecer tudo o que se passou, mas passou, né.

É hora de jogar as chaves foras, de não fazer mais de você uma morada,  é preciso sintonizar novas frequências. Como disse o Rubel certa vez: “- Pinturas velhas não renovam mais meu ar”. Você precisa ser apagado, riscado do papel, dos pensamentos e mais profundamente do coração, ao menos por hora, não dá pra prosseguir com a lembrança de um passado que tá tão presente, latente. É necessário, chegou a hora, você precisa ir.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Restringindo Sentimentos

A cada dia me deparo cada vez mais com a avareza alheia e constante dos que me cercam.

É notório como as pessoas economizam bons sentimentos, preferem o caminho mais árduo e longo até chegar a algo ou alguém do que atalhar pelo caminho do carinho.

Acreditar que hoje uma declaração de afeto, pública ou não, seja considerado "Nobre', “Incrível’ quando na verdade isso deveria ser tão cotidiano como levantar da cama e abri os olhos todas as manhãs.

Putz, que é legal, é! Que é bonito, é! Mas será que temos que encarar tais atitudes como tão extraordinário assim?

A que ponto nós chegamos? Aonde foi que a gente se perdeu? Tem volta?

Será que vale mesmo só tiro porrada e bomba? É só isso que a gente tem a oferecer ao desconhecido, amigo ou inimigo?

Será que doses diárias de gentilezas, de sorrisos, abraços, de mais "Eu te amo", de o “quanto você é importante pra mim” estão tão além do que a gente realmente possa dar ao outro?

Alguns colegas me falam que tudo aquilo que não é recíproco não vale a pena ser dito. Acho que aí é onde mora a avareza sentimental.

Parece que estas pessoas nunca ouviram dizer que “fazer o bem sem olhar a quem”  traz mais bem estar e leveza de espírito a quem dá;  ou que água mole em pedra dura, tanto bate até que... o outro corresponde!

É a velha e boa persistência, tente, tente de novo, e de novo e se for preciso mais uma ou duas ou dez vezes, uma hora o coração alheio vai retribuir. A gente sempre vai corresponder a quem não poupa carinho com a gente. É abundância demais pra gente não se inebriar.

Bons sentimentos distribuídos gratuitamente afagam a alma, torna o dia mais feliz, libera endorfina e cura muitos males, então, porque não chacoalhar tudo o que tem de bom dentro da gente e distribuir por aí? Guardar pra quê? Sentimentos generosos é o tipo de coisa que quanto mais a gente guarda só pra si torna-se pobre,  riqueza mesmo é espalhar, sem miséria. Quanto mais se dá, mais se recebe, mais se tem.

Chega um determinado momento que a gente sente falta das delicadezas no dia a dia. Palavras doces envoltas de sentimentos são vitais, assim como água e ar. É o que faz ter sentido pra acordar, pra ir ao trabalho, encontrar amigos, visitar parentes. Eu quero sim respirar amor.

E se isso tem jeito? Tem. E é melhor a gente não perder tempo.

Num é difícil não. Pode começar agora, parando de ler este texto e mandando uma mensagem pra alguém, sorrindo pra quem tá do lado... sem desculpas, dá pra fazer isso agora. Chaga de mesquinharia, libera esse sentimento aí, pô!


domingo, 4 de outubro de 2015

Das Belezas Do Caminho

A gente costuma procurar o pote de ouro no fim do arco íris, reza a lenda que o paraíso tá além do horizonte. Mas só tá lá mesmo?

O caminho até chegar lá tem que ter algo de bom.

Quase ninguém fala na jornada, na trajetória, talvez porque tenha alguns encalços, mas putz se tudo fosse muito fácil também seria um saco, enjoativo assim como se alimentar diariamente de algodão doce.

No caminho dá pra se deparar com tantas coisas, amigos pra uma vida toda, aqueles dignos de entrar no nosso paraíso e aqueles que a gente prefere deixar no mesmo caminho onde os encontrou; experiências de vida enriquecedoras e outras só de zoação mesmo, mas que deixam a vida com mais cor, mais brilho.

Aprender de tudo, inclusive jogo de cintura pra administrar o que vier, logo, eu sempre soube que o caminho é mais que caminhar, não é meramente dar um passo e sucessivamente outro, é crescimento, desenvolvimento, beleza e preparo pro presente e pro fim.

E outra coisa muito importante: Quem disse que a gente vai chegar lá? Quem garante? E pior, se a gente já tiver chegado lá e nem ter se dado conta? Quem vai nos dizer que esta é a última estação, ou que a estação top é aquela? E se você não estiver preparado para aquele lugar sagrado? E se esse paraíso não foi exatamente igual ao que nós esperávamos? Se estiver muito aquém dos nossos sonhos?

É muita coisa abstrata junta.... confuso.

Então, é até mais prático valorizar o caminho, aproveitar cada momento dele e fazer de cada passo um pedaço da sua terra prometida.

A arte está no caminhar.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pra uma vida Inteira

Quando penso em um amor pra vida inteira, logo me vem á mente a estrofe da música do Cazuza: 
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida..."

Páro e sem a necessidade de muita reflexão, percebo que isto é tudo o que eu queria pra uma vida, não sei se pra uma vida inteira, afinal, ainda não consigo me imaginar velhinha, flácida e de bengala, não ainda... ainda... mas sei que estar por vir.

Mas no futuro gozo da minha vida adulta, eu escolho amores sólidos (sim, amoreS, no plural, porque eu também me canso das pessoas, e, nestes casos, é preferível mudar) porque amores sólidos trazem paz em seu designo, não é necessariamente um carrossel que gira, gira e torna ao ponto inicial, com velocidade igual a cada volta, mas vem envolvido de uma segurança, mesmo que ingênua, de que temos a certeza que alguém nos ama - é, digo ingênua porque golpes duros também são proferidos de pessoas sólidas e que quando nos atingem, pode crer, é nocaute na certa.

Mas a mansidão de um amor terno nos dá um passaporte carimbado para loucuras tão mais doces e cúmplices, das quais não poderíamos viver com mais ninguém. 

Quando me refiro a estes "ninguéns", são exatamente aqueles meros coadjuvantes que a gente não lembra de ter saído no final daquela balada. Não que eu esteja desprezando estes seres, eles foram importantes sim, por uma, duas ou até mais saidinhas, por terem ligado e nos feito sentir vivas - afinal, promiscuidade também é importante, mas estes, ah... não fazem grandes histórias.

Sem sombra de dúvidas, são incomparáveis os olhares que não necessitam de palavras e o toque que você certamente lembrará para todo o sempre - mesmo dormindo com outros.

As loucuras vividas ao lado destes "alguns" são mais que tijolinhos em nossa vida, são deveras inesquecíveis á mente.

É gostoso olhar e ver que o outro também gosta. De executar uma fantasia tosca e não se cobrar depois só porque não saiu do jeito mais sexy possível... e rir! Rir daquilo como um passaporte aberto para outras aventuras melhores ou iguais, afinal, o carimbo de que "eu não ligo tanto pra isso" e de " será mais uma história pra lembrar e contar' está prestes a entrar em ação.

É... é exatamente esta solidez que eu desejo, não sei se exatamente o que procuro, porque desejar e procurar são coisas distintas. Em dados momentos da vida a gente só procura quem nos aceite e pronto. Mesmo que isto, não necessariamente nos permita sonhar com tudo isto que já foi dito, mesmo porque, o início da estrofe já alerta: "... Eu quero a sorte".





segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Se der, eu quero andar ao seu lado

Meu amor, entenda, eu não quero correr atrás de você, eu quero andar ao seu lado.

Não meramente te acompanhar na caminhada, mas estar de fato com você, segurar a mão, dar gargalhadas no percurso, fazer a trajetória menos árdua pra nós dois, porque você ainda faz parte dos meus planos.

É, ainda, porque, sinceramente eu não tenho tanta disposição pra correr atrás de alguém - não que eu desdenhe, que você não mereça, mas é que eu não mereço isso, eu mereço mais.

Relacionar-se é um dar e receber constante, mútuo. Não dá pra eu correr atrás de quem não quer ser alcançado ou pior, de quem deseja que seu super ego seja inflado a todo e qualquer momento por saber que sempre terá alguém alí, a pedir, implorar por um pouco de atenção. Não nasci pra ser mendiga.

Não quero está sempre disponível quando for conveniente a você, eu quero ser presente pra você e pra mim, pau pra toda obra.

Eu espero tocar o barco juntos, remar contra marés turbulentas e sossegar quando mar estiver manso.... assim, como a vida é, nos altos e baixos.

Dar a mão, pra segurar a qualquer momento, mesmo na raiva, afinal, eu não me desvinculo por pouco. Aqui dentro, cabem sentimentos sólidos e não é qualquer tempestade que abala, eu definitivamente não esmoreço com facilidade.

Quer me acompanhar nessa? Então vem. Vamos!

Se for um não, paciência, você vai ter que ficar aí, pelo meio do caminho, eu tomo outros rumos, afinal, eu não preciso de você pra andar, eu dou meus próprios passos sozinhas à muito tempo, só acho que por hora, com você a viagem seria mais feliz.

Então? Ou fecha comigo ou segue sem mim; não criarei expectativas. Não vou correr atrás, logo, deixo você ir, segue teu caminho que eu tenho outras rotas.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ônus e Bônus no Abstrato

Numa determinada noite eu escutava a música Apenas mais uma de amor, desta vez interpretada pelo Padre Fábio de Melo, no final da música, com sua interpretação e licença poética falou: “Amar é tomar prejuízo” (destoando eu do contexto geral do que foi subsequente dito, diga-se de passagem). Confesso que essa frase solta repercutiu na minha cabeça pelas horas seguintes.

Parei, refleti, mesmo que superficialmente á respeito do tema e tentei me colocar na frase... Né que o Padre estava certo, ao menos em partes.

De pronte pensei naturalmente no aspecto financeiro  (não é à toa que  costumam dizer que o bolso é a parte mais sensível do humano – por hora fiz parte desta redundância), olhei pra minha carteira, lembrei da minha conta bancária, de fato, amar é um desfalque; não um assalto à mão armada, daqueles que a gente se assusta e lá se vai o dinheiro,  é pior, você é  levemente surrupiado, é de mansinho, alisando levemente , nota por nota e foi – Cadê o dinheiro que tava aqui? – o namoro comeu!

Por vezes a nossa vida social, as bebidas, farras e até o sono se dá mal nessa de namorar. A gente muda tanta coisa pra se encaixar na vida do outro – se bem que o outro também  muda alguns hábitos pra entrar na nossa (não vou aqui bancar a boa samaritana, dada, peraí, né, relacionar-se é uma via de mão dupla). Inegável é que os esforços existem, de ambas as partes, se um mais que o outro, não importa, ninguém aqui tá fazendo contas de divisão matemática.

Nessa de mão dupla, é tão bom saber que doar-se nos faz bem, que reflete o bem querer ao próximo, é sinônimo até de grandeza, claro existe implicitamente um tal de “dar para receber” mas é assim mesmo, em toda e qualquer relação, a gente dá e espera mesmo que pouquinho do outro.

Aprender algo novo, aventurar-se por desconhecidos ao lado de alguém que ainda nos dá beijinhos de quebra, isso é bônus.

Ter com quem compartilhar momentos de alegrias ou não, de mostrar as nossas imperfeições, ter pra quem ligar e trocar as primeiras mensagens do dia não tem preço.

Então Padre Fábio, prejuízos sim, inevitáveis na vida adulta, mas posto na balança o quanto a gente cresce e divide ao lado da pessoa amada é muito mais lucro do que possa-se imaginar. Fazendo jus à melhor frase da música, então, reverbera ela aí: “... A alegria que me dá, Isso vai sem eu dizer...”  -  tem coisas que não se explicam, só se vive e fim.