segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Levando a vida Leve

Pelo título isto deveria ser até uma obrigação nossa, levada alí na cartilha regrada a cada dia, mas não é bem assim, por vezes (e muitas vezes mesmo) a gente acaba se contaminando com os problemas, sejam eles grandes ou meras “picuinhas” .

Estourar por qualquer coisa é bem comum e logo damos mil e uma desculpas, chamamos de estresse, estafa,  atribuímos quase sempre à nossa rotina corrida e desgastante.

Pois bem, se esta já é a nossa rotina, e não tem como fugir, ao menos por hora, então porque não deixar esta rotina inevitável mais fácil, mais doce?

Administrar tudo, tentar não esquentar a cabeça ou fazer juízo de valor é deveras um exercício. E como todo exercício, pra ter excelência é preciso praticar.

Tentar levar a vida leve é quase uma filosofia de vida, exige despendimentos emocionais pra poder enxergar a vida com sutileza e o superego não tem vez.

Minimizar é a palavra de ordem.

Quando os conflitos surgem, tirar por menos é um viés seguro além de ser mais prático.

Não depositar energias naquilo que não trará nenhum benefício a nós é sem sombra de dúvidas mais inteligente;  pra que se desgastar com o que não vai te levar à nada? Tá ganhando aborrecimento à toa? Fala sério, né - coloca no stand-by  ou off e pronto!

Minha mãe já dizia: “o ruim por só se destrói”, então, não dá bola, deixa de lado que uma hora dissipa-se.

Exercite o desapego dos problemas, eles sempre existirão. Mas o posicionamento diante deles é escolha sua. E porque não escolher a leveza?

Isto não quer dizer em nada omissão, falta de personalidade ou negligenciar os problemas que por ventura, em certos casos implicam sim em  atitudes enérgicas e desagradáveis, mas é claro que não precisa ser sempre.  O que pode ser minimizado, deve ser minimizado.

Permita-se desatracar dos problemas, soltar, desprender. Seja abolicionista das suas próprias pedras – role-as para o lado, que uma hora elas ficarão para trás.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fiz Por Mim

Há tanto tempo eu esperei por aquela palavra, que alguém me dissesse algo que despertasse o meu coração a acelerar, ou que fizessem isto, ou aquilo outro.... sempre à espera.

Sem o auxílio de livros de auto ajuda ou qualquer palestra motivacional eu percebi que não devo esperar, eu tenho que fazer valer – valer por mim.

Foi quando eu me dei conta que agir por mim me traria muito mais felicidade – eu preciso me fazer feliz; e isto repercutiu de forma tão rápida que parecia mágica... é, a mágica da ação.

Situações, momentos normalmente te levam a uma reação. Uma situação que me fez despontar foi no instante em que eu comprei um presente para minha mãe, eu estava tão feliz por encontrar aquele item que resolvi dar um cartão junto, as palavras  foram poucas, mas  repletas de sentimentos positivos. Juro que como num conto de fadas algo em mim reverberou questionando o porquê que eu não fazia o mesmo por mim.

Porque eu não consigo dizer, escrever para mim mesma como num presente. Porque não me dar uma palavra verdadeira e motivacional que eu sempre esperei de outrem?

É, despontei!

Naquela mesma semana eu comprei um item que tanto almejava, mas não foi uma mera compra - Eu me presentei.

É, literalmente eu me presentei. Junto com o objeto desta vez envolto em uma linda embalagem eu também me dei um cartão com todas aquelas palavras que eu desejei ouvir, só que agora com um significado muito maior, eu tenho a certeza que as palavras ali contidas eram mais que verdadeiras, eram de alma.

Ao escrever àquele cartão eu nunca me senti tão feliz. Feliz pela atitude, mais feliz ainda pelas palavras, foi um ato aparentemente pequeno, porém transformador.

Chega a ser engraçado, mas eu me senti tão realizada, como se eu tivesse olhado para dentro de mim mesma por alguns instantes, eu voltei a ser o personagem mais importante da minha vida. Me fez reconhecer que se eu não me tratar como o  bem mais preciso que tenho, obviamente não poderei amar o outro em proporções poéticas ou musicais. É louco, mas esta sensação é impagável.

Não recordo quando uma situação parecida com esta aconteceu na minha vida, o que sei é que naquele momento eu me amei de verdade.

Este texto tem muitas palavras que se repetem, como “eu” “minha”, pode até parecer um pouco egocêntrico e no fundo é – ás vezes são necessárias pequenas doses para a gente acordar e despertar para olhar pra dentro da gente, se valorizar, se conhecer mais.

Já disse Ghandi: “seja a mudança que você quer ver no mundo”.  Ou seja, o mundo só se transforma quando as transformações são reais de dentro pra fora – ame-se e assim poderá amar  quem está á volta.

Faça valer as palavras bíblicas: “conhece-te a ti mesmo”.

Fico feliz que pela primeira vez eu escrevi uma carta pra mim.







quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eu Me Perdoei!

Eu me perdoei pelas minhas falhas.

Pelas minhas burrices.

Pelas decisões impensadas.

Pelas escolhas erradas.

Eu me perdoo pelas grosserias por mim cometidas.

Por ter abandonado o barco quando eu poderia ter ido mais além.

Por ter me julgado tão severamente.

Por não acreditar em mim mesma.

Eu me perdoo porque simplesmente eu mereço.

Mereço recomeçar.

Mereço uma segunda, terceira, décima quinta ou quantas vezes forem necessárias .

Eu erro pra acertar, isso faz parte.

Não vivo pensando nos erros do passado pra justificar nós e amarguras no presente.

Eu faço a fila andar,  lentamente ou não, mas eu me perdoo porque assim eu posso sem remorsos tentar. 

Levar a vida é tocar a boiada pra frente



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resolvi Jogar As Chaves Fora

Depois de muitas dores, decidi que era mais do que hora de me desprender, cortas os laços, ou melhor, os nós que me ligavam a certa pessoa e fatos do passado.

É difícil, dói, mas é preciso, não dá para seguir em frente com uma bola de canhão pregada ao meu calcanhar. É necessário força, jeito, manha pra romper o cadeado que me prende e impede de dar paços mais largos.

Voar é preciso. E não dá pra voar com amarras ao chão.

Às vezes a gente arruma mil desculpas, não apaga o contato da agenda, não exclui das redes sociais, continua a frequentar os mesmos lugares e persiste a criar velhos hábitos que tendem a te fazer ficar na inércia – nem prossegue nem retorna, afinal, deixar alguém na retaguarda, à margem é sofrido.

Desculpa ter que te deixar pra trás, mas os meus planos já não são os mesmos, tenho vôos mais altos e planos que não comportam você... muito menos as suas fortes lembranças, é, eu tenho que ir, seguir em frente, dar passos mais sólidos pra frente, embora algo sempre me remete à lá trás, mas é assim mesmo, não dá pra apagar o passado, não dá esquecer tudo o que se passou, mas passou, né.

É hora de jogar as chaves foras, de não fazer mais de você uma morada,  é preciso sintonizar novas frequências. Como disse o Rubel certa vez: “- Pinturas velhas não renovam mais meu ar”. Você precisa ser apagado, riscado do papel, dos pensamentos e mais profundamente do coração, ao menos por hora, não dá pra prosseguir com a lembrança de um passado que tá tão presente, latente. É necessário, chegou a hora, você precisa ir.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Restringindo Sentimentos

A cada dia me deparo cada vez mais com a avareza alheia e constante dos que me cercam.

É notório como as pessoas economizam bons sentimentos, preferem o caminho mais árduo e longo até chegar a algo ou alguém do que atalhar pelo caminho do carinho.

Acreditar que hoje uma declaração de afeto, pública ou não, seja considerado "Nobre', “Incrível’ quando na verdade isso deveria ser tão cotidiano como levantar da cama e abri os olhos todas as manhãs.

Putz, que é legal, é! Que é bonito, é! Mas será que temos que encarar tais atitudes como tão extraordinário assim?

A que ponto nós chegamos? Aonde foi que a gente se perdeu? Tem volta?

Será que vale mesmo só tiro porrada e bomba? É só isso que a gente tem a oferecer ao desconhecido, amigo ou inimigo?

Será que doses diárias de gentilezas, de sorrisos, abraços, de mais "Eu te amo", de o “quanto você é importante pra mim” estão tão além do que a gente realmente possa dar ao outro?

Alguns colegas me falam que tudo aquilo que não é recíproco não vale a pena ser dito. Acho que aí é onde mora a avareza sentimental.

Parece que estas pessoas nunca ouviram dizer que “fazer o bem sem olhar a quem”  traz mais bem estar e leveza de espírito a quem dá;  ou que água mole em pedra dura, tanto bate até que... o outro corresponde!

É a velha e boa persistência, tente, tente de novo, e de novo e se for preciso mais uma ou duas ou dez vezes, uma hora o coração alheio vai retribuir. A gente sempre vai corresponder a quem não poupa carinho com a gente. É abundância demais pra gente não se inebriar.

Bons sentimentos distribuídos gratuitamente afagam a alma, torna o dia mais feliz, libera endorfina e cura muitos males, então, porque não chacoalhar tudo o que tem de bom dentro da gente e distribuir por aí? Guardar pra quê? Sentimentos generosos é o tipo de coisa que quanto mais a gente guarda só pra si torna-se pobre,  riqueza mesmo é espalhar, sem miséria. Quanto mais se dá, mais se recebe, mais se tem.

Chega um determinado momento que a gente sente falta das delicadezas no dia a dia. Palavras doces envoltas de sentimentos são vitais, assim como água e ar. É o que faz ter sentido pra acordar, pra ir ao trabalho, encontrar amigos, visitar parentes. Eu quero sim respirar amor.

E se isso tem jeito? Tem. E é melhor a gente não perder tempo.

Num é difícil não. Pode começar agora, parando de ler este texto e mandando uma mensagem pra alguém, sorrindo pra quem tá do lado... sem desculpas, dá pra fazer isso agora. Chaga de mesquinharia, libera esse sentimento aí, pô!


domingo, 4 de outubro de 2015

Das Belezas Do Caminho

A gente costuma procurar o pote de ouro no fim do arco íris, reza a lenda que o paraíso tá além do horizonte. Mas só tá lá mesmo?

O caminho até chegar lá tem que ter algo de bom.

Quase ninguém fala na jornada, na trajetória, talvez porque tenha alguns encalços, mas putz se tudo fosse muito fácil também seria um saco, enjoativo assim como se alimentar diariamente de algodão doce.

No caminho dá pra se deparar com tantas coisas, amigos pra uma vida toda, aqueles dignos de entrar no nosso paraíso e aqueles que a gente prefere deixar no mesmo caminho onde os encontrou; experiências de vida enriquecedoras e outras só de zoação mesmo, mas que deixam a vida com mais cor, mais brilho.

Aprender de tudo, inclusive jogo de cintura pra administrar o que vier, logo, eu sempre soube que o caminho é mais que caminhar, não é meramente dar um passo e sucessivamente outro, é crescimento, desenvolvimento, beleza e preparo pro presente e pro fim.

E outra coisa muito importante: Quem disse que a gente vai chegar lá? Quem garante? E pior, se a gente já tiver chegado lá e nem ter se dado conta? Quem vai nos dizer que esta é a última estação, ou que a estação top é aquela? E se você não estiver preparado para aquele lugar sagrado? E se esse paraíso não foi exatamente igual ao que nós esperávamos? Se estiver muito aquém dos nossos sonhos?

É muita coisa abstrata junta.... confuso.

Então, é até mais prático valorizar o caminho, aproveitar cada momento dele e fazer de cada passo um pedaço da sua terra prometida.

A arte está no caminhar.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pra uma vida Inteira

Quando penso em um amor pra vida inteira, logo me vem á mente a estrofe da música do Cazuza: 
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida..."

Páro e sem a necessidade de muita reflexão, percebo que isto é tudo o que eu queria pra uma vida, não sei se pra uma vida inteira, afinal, ainda não consigo me imaginar velhinha, flácida e de bengala, não ainda... ainda... mas sei que estar por vir.

Mas no futuro gozo da minha vida adulta, eu escolho amores sólidos (sim, amoreS, no plural, porque eu também me canso das pessoas, e, nestes casos, é preferível mudar) porque amores sólidos trazem paz em seu designo, não é necessariamente um carrossel que gira, gira e torna ao ponto inicial, com velocidade igual a cada volta, mas vem envolvido de uma segurança, mesmo que ingênua, de que temos a certeza que alguém nos ama - é, digo ingênua porque golpes duros também são proferidos de pessoas sólidas e que quando nos atingem, pode crer, é nocaute na certa.

Mas a mansidão de um amor terno nos dá um passaporte carimbado para loucuras tão mais doces e cúmplices, das quais não poderíamos viver com mais ninguém. 

Quando me refiro a estes "ninguéns", são exatamente aqueles meros coadjuvantes que a gente não lembra de ter saído no final daquela balada. Não que eu esteja desprezando estes seres, eles foram importantes sim, por uma, duas ou até mais saidinhas, por terem ligado e nos feito sentir vivas - afinal, promiscuidade também é importante, mas estes, ah... não fazem grandes histórias.

Sem sombra de dúvidas, são incomparáveis os olhares que não necessitam de palavras e o toque que você certamente lembrará para todo o sempre - mesmo dormindo com outros.

As loucuras vividas ao lado destes "alguns" são mais que tijolinhos em nossa vida, são deveras inesquecíveis á mente.

É gostoso olhar e ver que o outro também gosta. De executar uma fantasia tosca e não se cobrar depois só porque não saiu do jeito mais sexy possível... e rir! Rir daquilo como um passaporte aberto para outras aventuras melhores ou iguais, afinal, o carimbo de que "eu não ligo tanto pra isso" e de " será mais uma história pra lembrar e contar' está prestes a entrar em ação.

É... é exatamente esta solidez que eu desejo, não sei se exatamente o que procuro, porque desejar e procurar são coisas distintas. Em dados momentos da vida a gente só procura quem nos aceite e pronto. Mesmo que isto, não necessariamente nos permita sonhar com tudo isto que já foi dito, mesmo porque, o início da estrofe já alerta: "... Eu quero a sorte".