segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Levando a vida Leve

Pelo título isto deveria ser até uma obrigação nossa, levada alí na cartilha regrada a cada dia, mas não é bem assim, por vezes (e muitas vezes mesmo) a gente acaba se contaminando com os problemas, sejam eles grandes ou meras “picuinhas” .

Estourar por qualquer coisa é bem comum e logo damos mil e uma desculpas, chamamos de estresse, estafa,  atribuímos quase sempre à nossa rotina corrida e desgastante.

Pois bem, se esta já é a nossa rotina, e não tem como fugir, ao menos por hora, então porque não deixar esta rotina inevitável mais fácil, mais doce?

Administrar tudo, tentar não esquentar a cabeça ou fazer juízo de valor é deveras um exercício. E como todo exercício, pra ter excelência é preciso praticar.

Tentar levar a vida leve é quase uma filosofia de vida, exige despendimentos emocionais pra poder enxergar a vida com sutileza e o superego não tem vez.

Minimizar é a palavra de ordem.

Quando os conflitos surgem, tirar por menos é um viés seguro além de ser mais prático.

Não depositar energias naquilo que não trará nenhum benefício a nós é sem sombra de dúvidas mais inteligente;  pra que se desgastar com o que não vai te levar à nada? Tá ganhando aborrecimento à toa? Fala sério, né - coloca no stand-by  ou off e pronto!

Minha mãe já dizia: “o ruim por só se destrói”, então, não dá bola, deixa de lado que uma hora dissipa-se.

Exercite o desapego dos problemas, eles sempre existirão. Mas o posicionamento diante deles é escolha sua. E porque não escolher a leveza?

Isto não quer dizer em nada omissão, falta de personalidade ou negligenciar os problemas que por ventura, em certos casos implicam sim em  atitudes enérgicas e desagradáveis, mas é claro que não precisa ser sempre.  O que pode ser minimizado, deve ser minimizado.

Permita-se desatracar dos problemas, soltar, desprender. Seja abolicionista das suas próprias pedras – role-as para o lado, que uma hora elas ficarão para trás.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fiz Por Mim

Há tanto tempo eu esperei por aquela palavra, que alguém me dissesse algo que despertasse o meu coração a acelerar, ou que fizessem isto, ou aquilo outro.... sempre à espera.

Sem o auxílio de livros de auto ajuda ou qualquer palestra motivacional eu percebi que não devo esperar, eu tenho que fazer valer – valer por mim.

Foi quando eu me dei conta que agir por mim me traria muito mais felicidade – eu preciso me fazer feliz; e isto repercutiu de forma tão rápida que parecia mágica... é, a mágica da ação.

Situações, momentos normalmente te levam a uma reação. Uma situação que me fez despontar foi no instante em que eu comprei um presente para minha mãe, eu estava tão feliz por encontrar aquele item que resolvi dar um cartão junto, as palavras  foram poucas, mas  repletas de sentimentos positivos. Juro que como num conto de fadas algo em mim reverberou questionando o porquê que eu não fazia o mesmo por mim.

Porque eu não consigo dizer, escrever para mim mesma como num presente. Porque não me dar uma palavra verdadeira e motivacional que eu sempre esperei de outrem?

É, despontei!

Naquela mesma semana eu comprei um item que tanto almejava, mas não foi uma mera compra - Eu me presentei.

É, literalmente eu me presentei. Junto com o objeto desta vez envolto em uma linda embalagem eu também me dei um cartão com todas aquelas palavras que eu desejei ouvir, só que agora com um significado muito maior, eu tenho a certeza que as palavras ali contidas eram mais que verdadeiras, eram de alma.

Ao escrever àquele cartão eu nunca me senti tão feliz. Feliz pela atitude, mais feliz ainda pelas palavras, foi um ato aparentemente pequeno, porém transformador.

Chega a ser engraçado, mas eu me senti tão realizada, como se eu tivesse olhado para dentro de mim mesma por alguns instantes, eu voltei a ser o personagem mais importante da minha vida. Me fez reconhecer que se eu não me tratar como o  bem mais preciso que tenho, obviamente não poderei amar o outro em proporções poéticas ou musicais. É louco, mas esta sensação é impagável.

Não recordo quando uma situação parecida com esta aconteceu na minha vida, o que sei é que naquele momento eu me amei de verdade.

Este texto tem muitas palavras que se repetem, como “eu” “minha”, pode até parecer um pouco egocêntrico e no fundo é – ás vezes são necessárias pequenas doses para a gente acordar e despertar para olhar pra dentro da gente, se valorizar, se conhecer mais.

Já disse Ghandi: “seja a mudança que você quer ver no mundo”.  Ou seja, o mundo só se transforma quando as transformações são reais de dentro pra fora – ame-se e assim poderá amar  quem está á volta.

Faça valer as palavras bíblicas: “conhece-te a ti mesmo”.

Fico feliz que pela primeira vez eu escrevi uma carta pra mim.







quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eu Me Perdoei!

Eu me perdoei pelas minhas falhas.

Pelas minhas burrices.

Pelas decisões impensadas.

Pelas escolhas erradas.

Eu me perdoo pelas grosserias por mim cometidas.

Por ter abandonado o barco quando eu poderia ter ido mais além.

Por ter me julgado tão severamente.

Por não acreditar em mim mesma.

Eu me perdoo porque simplesmente eu mereço.

Mereço recomeçar.

Mereço uma segunda, terceira, décima quinta ou quantas vezes forem necessárias .

Eu erro pra acertar, isso faz parte.

Não vivo pensando nos erros do passado pra justificar nós e amarguras no presente.

Eu faço a fila andar,  lentamente ou não, mas eu me perdoo porque assim eu posso sem remorsos tentar. 

Levar a vida é tocar a boiada pra frente



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resolvi Jogar As Chaves Fora

Depois de muitas dores, decidi que era mais do que hora de me desprender, cortas os laços, ou melhor, os nós que me ligavam a certa pessoa e fatos do passado.

É difícil, dói, mas é preciso, não dá para seguir em frente com uma bola de canhão pregada ao meu calcanhar. É necessário força, jeito, manha pra romper o cadeado que me prende e impede de dar paços mais largos.

Voar é preciso. E não dá pra voar com amarras ao chão.

Às vezes a gente arruma mil desculpas, não apaga o contato da agenda, não exclui das redes sociais, continua a frequentar os mesmos lugares e persiste a criar velhos hábitos que tendem a te fazer ficar na inércia – nem prossegue nem retorna, afinal, deixar alguém na retaguarda, à margem é sofrido.

Desculpa ter que te deixar pra trás, mas os meus planos já não são os mesmos, tenho vôos mais altos e planos que não comportam você... muito menos as suas fortes lembranças, é, eu tenho que ir, seguir em frente, dar passos mais sólidos pra frente, embora algo sempre me remete à lá trás, mas é assim mesmo, não dá pra apagar o passado, não dá esquecer tudo o que se passou, mas passou, né.

É hora de jogar as chaves foras, de não fazer mais de você uma morada,  é preciso sintonizar novas frequências. Como disse o Rubel certa vez: “- Pinturas velhas não renovam mais meu ar”. Você precisa ser apagado, riscado do papel, dos pensamentos e mais profundamente do coração, ao menos por hora, não dá pra prosseguir com a lembrança de um passado que tá tão presente, latente. É necessário, chegou a hora, você precisa ir.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Restringindo Sentimentos

A cada dia me deparo cada vez mais com a avareza alheia e constante dos que me cercam.

É notório como as pessoas economizam bons sentimentos, preferem o caminho mais árduo e longo até chegar a algo ou alguém do que atalhar pelo caminho do carinho.

Acreditar que hoje uma declaração de afeto, pública ou não, seja considerado "Nobre', “Incrível’ quando na verdade isso deveria ser tão cotidiano como levantar da cama e abri os olhos todas as manhãs.

Putz, que é legal, é! Que é bonito, é! Mas será que temos que encarar tais atitudes como tão extraordinário assim?

A que ponto nós chegamos? Aonde foi que a gente se perdeu? Tem volta?

Será que vale mesmo só tiro porrada e bomba? É só isso que a gente tem a oferecer ao desconhecido, amigo ou inimigo?

Será que doses diárias de gentilezas, de sorrisos, abraços, de mais "Eu te amo", de o “quanto você é importante pra mim” estão tão além do que a gente realmente possa dar ao outro?

Alguns colegas me falam que tudo aquilo que não é recíproco não vale a pena ser dito. Acho que aí é onde mora a avareza sentimental.

Parece que estas pessoas nunca ouviram dizer que “fazer o bem sem olhar a quem”  traz mais bem estar e leveza de espírito a quem dá;  ou que água mole em pedra dura, tanto bate até que... o outro corresponde!

É a velha e boa persistência, tente, tente de novo, e de novo e se for preciso mais uma ou duas ou dez vezes, uma hora o coração alheio vai retribuir. A gente sempre vai corresponder a quem não poupa carinho com a gente. É abundância demais pra gente não se inebriar.

Bons sentimentos distribuídos gratuitamente afagam a alma, torna o dia mais feliz, libera endorfina e cura muitos males, então, porque não chacoalhar tudo o que tem de bom dentro da gente e distribuir por aí? Guardar pra quê? Sentimentos generosos é o tipo de coisa que quanto mais a gente guarda só pra si torna-se pobre,  riqueza mesmo é espalhar, sem miséria. Quanto mais se dá, mais se recebe, mais se tem.

Chega um determinado momento que a gente sente falta das delicadezas no dia a dia. Palavras doces envoltas de sentimentos são vitais, assim como água e ar. É o que faz ter sentido pra acordar, pra ir ao trabalho, encontrar amigos, visitar parentes. Eu quero sim respirar amor.

E se isso tem jeito? Tem. E é melhor a gente não perder tempo.

Num é difícil não. Pode começar agora, parando de ler este texto e mandando uma mensagem pra alguém, sorrindo pra quem tá do lado... sem desculpas, dá pra fazer isso agora. Chaga de mesquinharia, libera esse sentimento aí, pô!


domingo, 4 de outubro de 2015

Das Belezas Do Caminho

A gente costuma procurar o pote de ouro no fim do arco íris, reza a lenda que o paraíso tá além do horizonte. Mas só tá lá mesmo?

O caminho até chegar lá tem que ter algo de bom.

Quase ninguém fala na jornada, na trajetória, talvez porque tenha alguns encalços, mas putz se tudo fosse muito fácil também seria um saco, enjoativo assim como se alimentar diariamente de algodão doce.

No caminho dá pra se deparar com tantas coisas, amigos pra uma vida toda, aqueles dignos de entrar no nosso paraíso e aqueles que a gente prefere deixar no mesmo caminho onde os encontrou; experiências de vida enriquecedoras e outras só de zoação mesmo, mas que deixam a vida com mais cor, mais brilho.

Aprender de tudo, inclusive jogo de cintura pra administrar o que vier, logo, eu sempre soube que o caminho é mais que caminhar, não é meramente dar um passo e sucessivamente outro, é crescimento, desenvolvimento, beleza e preparo pro presente e pro fim.

E outra coisa muito importante: Quem disse que a gente vai chegar lá? Quem garante? E pior, se a gente já tiver chegado lá e nem ter se dado conta? Quem vai nos dizer que esta é a última estação, ou que a estação top é aquela? E se você não estiver preparado para aquele lugar sagrado? E se esse paraíso não foi exatamente igual ao que nós esperávamos? Se estiver muito aquém dos nossos sonhos?

É muita coisa abstrata junta.... confuso.

Então, é até mais prático valorizar o caminho, aproveitar cada momento dele e fazer de cada passo um pedaço da sua terra prometida.

A arte está no caminhar.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pra uma vida Inteira

Quando penso em um amor pra vida inteira, logo me vem á mente a estrofe da música do Cazuza: 
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida..."

Páro e sem a necessidade de muita reflexão, percebo que isto é tudo o que eu queria pra uma vida, não sei se pra uma vida inteira, afinal, ainda não consigo me imaginar velhinha, flácida e de bengala, não ainda... ainda... mas sei que estar por vir.

Mas no futuro gozo da minha vida adulta, eu escolho amores sólidos (sim, amoreS, no plural, porque eu também me canso das pessoas, e, nestes casos, é preferível mudar) porque amores sólidos trazem paz em seu designo, não é necessariamente um carrossel que gira, gira e torna ao ponto inicial, com velocidade igual a cada volta, mas vem envolvido de uma segurança, mesmo que ingênua, de que temos a certeza que alguém nos ama - é, digo ingênua porque golpes duros também são proferidos de pessoas sólidas e que quando nos atingem, pode crer, é nocaute na certa.

Mas a mansidão de um amor terno nos dá um passaporte carimbado para loucuras tão mais doces e cúmplices, das quais não poderíamos viver com mais ninguém. 

Quando me refiro a estes "ninguéns", são exatamente aqueles meros coadjuvantes que a gente não lembra de ter saído no final daquela balada. Não que eu esteja desprezando estes seres, eles foram importantes sim, por uma, duas ou até mais saidinhas, por terem ligado e nos feito sentir vivas - afinal, promiscuidade também é importante, mas estes, ah... não fazem grandes histórias.

Sem sombra de dúvidas, são incomparáveis os olhares que não necessitam de palavras e o toque que você certamente lembrará para todo o sempre - mesmo dormindo com outros.

As loucuras vividas ao lado destes "alguns" são mais que tijolinhos em nossa vida, são deveras inesquecíveis á mente.

É gostoso olhar e ver que o outro também gosta. De executar uma fantasia tosca e não se cobrar depois só porque não saiu do jeito mais sexy possível... e rir! Rir daquilo como um passaporte aberto para outras aventuras melhores ou iguais, afinal, o carimbo de que "eu não ligo tanto pra isso" e de " será mais uma história pra lembrar e contar' está prestes a entrar em ação.

É... é exatamente esta solidez que eu desejo, não sei se exatamente o que procuro, porque desejar e procurar são coisas distintas. Em dados momentos da vida a gente só procura quem nos aceite e pronto. Mesmo que isto, não necessariamente nos permita sonhar com tudo isto que já foi dito, mesmo porque, o início da estrofe já alerta: "... Eu quero a sorte".





segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Se der, eu quero andar ao seu lado

Meu amor, entenda, eu não quero correr atrás de você, eu quero andar ao seu lado.

Não meramente te acompanhar na caminhada, mas estar de fato com você, segurar a mão, dar gargalhadas no percurso, fazer a trajetória menos árdua pra nós dois, porque você ainda faz parte dos meus planos.

É, ainda, porque, sinceramente eu não tenho tanta disposição pra correr atrás de alguém - não que eu desdenhe, que você não mereça, mas é que eu não mereço isso, eu mereço mais.

Relacionar-se é um dar e receber constante, mútuo. Não dá pra eu correr atrás de quem não quer ser alcançado ou pior, de quem deseja que seu super ego seja inflado a todo e qualquer momento por saber que sempre terá alguém alí, a pedir, implorar por um pouco de atenção. Não nasci pra ser mendiga.

Não quero está sempre disponível quando for conveniente a você, eu quero ser presente pra você e pra mim, pau pra toda obra.

Eu espero tocar o barco juntos, remar contra marés turbulentas e sossegar quando mar estiver manso.... assim, como a vida é, nos altos e baixos.

Dar a mão, pra segurar a qualquer momento, mesmo na raiva, afinal, eu não me desvinculo por pouco. Aqui dentro, cabem sentimentos sólidos e não é qualquer tempestade que abala, eu definitivamente não esmoreço com facilidade.

Quer me acompanhar nessa? Então vem. Vamos!

Se for um não, paciência, você vai ter que ficar aí, pelo meio do caminho, eu tomo outros rumos, afinal, eu não preciso de você pra andar, eu dou meus próprios passos sozinhas à muito tempo, só acho que por hora, com você a viagem seria mais feliz.

Então? Ou fecha comigo ou segue sem mim; não criarei expectativas. Não vou correr atrás, logo, deixo você ir, segue teu caminho que eu tenho outras rotas.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ônus e Bônus no Abstrato

Numa determinada noite eu escutava a música Apenas mais uma de amor, desta vez interpretada pelo Padre Fábio de Melo, no final da música, com sua interpretação e licença poética falou: “Amar é tomar prejuízo” (destoando eu do contexto geral do que foi subsequente dito, diga-se de passagem). Confesso que essa frase solta repercutiu na minha cabeça pelas horas seguintes.

Parei, refleti, mesmo que superficialmente á respeito do tema e tentei me colocar na frase... Né que o Padre estava certo, ao menos em partes.

De pronte pensei naturalmente no aspecto financeiro  (não é à toa que  costumam dizer que o bolso é a parte mais sensível do humano – por hora fiz parte desta redundância), olhei pra minha carteira, lembrei da minha conta bancária, de fato, amar é um desfalque; não um assalto à mão armada, daqueles que a gente se assusta e lá se vai o dinheiro,  é pior, você é  levemente surrupiado, é de mansinho, alisando levemente , nota por nota e foi – Cadê o dinheiro que tava aqui? – o namoro comeu!

Por vezes a nossa vida social, as bebidas, farras e até o sono se dá mal nessa de namorar. A gente muda tanta coisa pra se encaixar na vida do outro – se bem que o outro também  muda alguns hábitos pra entrar na nossa (não vou aqui bancar a boa samaritana, dada, peraí, né, relacionar-se é uma via de mão dupla). Inegável é que os esforços existem, de ambas as partes, se um mais que o outro, não importa, ninguém aqui tá fazendo contas de divisão matemática.

Nessa de mão dupla, é tão bom saber que doar-se nos faz bem, que reflete o bem querer ao próximo, é sinônimo até de grandeza, claro existe implicitamente um tal de “dar para receber” mas é assim mesmo, em toda e qualquer relação, a gente dá e espera mesmo que pouquinho do outro.

Aprender algo novo, aventurar-se por desconhecidos ao lado de alguém que ainda nos dá beijinhos de quebra, isso é bônus.

Ter com quem compartilhar momentos de alegrias ou não, de mostrar as nossas imperfeições, ter pra quem ligar e trocar as primeiras mensagens do dia não tem preço.

Então Padre Fábio, prejuízos sim, inevitáveis na vida adulta, mas posto na balança o quanto a gente cresce e divide ao lado da pessoa amada é muito mais lucro do que possa-se imaginar. Fazendo jus à melhor frase da música, então, reverbera ela aí: “... A alegria que me dá, Isso vai sem eu dizer...”  -  tem coisas que não se explicam, só se vive e fim.









sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Em Tudo Dai Graças

Sabedoria explícita na bíblia que por vezes é complicado de se pôr na pratica.

Mas como assim, difícil?

Difícil dar graças a Deus, aos deuses, aos céus quando tudo vai mal, não é?

Entender que tudo, bom ou ruim, sobretudo ruim,  faz parte do ciclo da vida e que por mais complicado que seja, sempre existirão e nós precisamos tirar proveito de algo positivo em meio ao caos é coisa muito madura.

Situações ruins acontecem sempre na vida de quem quer que seja - eu, você, o vizinho, o padeiro ou o cara da pipoca não estão livres, não mesmo.

Numa escala de maior ou menor grau, é inevitável, uma hora vai dar xabú pra alguém, e olhar positivamente pros fatos e ainda agradecer por passar por aquilo é ter uma grandeza de espírito difícil de alcançar... difícil, não impossível.

Acho que enxergar positivamente no olho do furação é algo mais fácil pra quem tá de longe, não é á toa que a gente costuma receber tantas mensagens do tipo: “vai dar tudo certo”, ‘é só uma fase” ou a mais clássica de todas “olhe pelo lado positivo” – Que positivo?

Juro que tem horas que dar raiva escutar isso, e pior, ter que concordar, mesmo que você nem queira, só pra não magoar o outro, putz, acho que esta é a grandeza do momento. Em meio ao conflito, quando você quer mandar o outro à merd@, simplesmente baixa a cabeça e  acena em concordância, é quase como um certificado de “eu cresci”, ”eu consigo escutar o outro sem soca-lo”, é um troféu mesmo.

Dar graças é algo muito fácil quando tudo está bem, mesmo porque a gente sempre se acha merecedor mesmo, que fez por onde e sabe apontar os nossos méritos, por mais que não sejam grandes feitos, só que quando o caldo engrossa pro nosso lado, o primeiro questionamento é àquele “o que é que eu fiz pra merecer?”  -  Por vezes não fez nada mesmo, só tinha que acontecer, sem maiores explicações.

Saber se sobressair bem numa situação tensa é quase um fenômeno sobrenatural , mas tem que ser, ou tem que tentar, ao menos tentar. É, tô tentando fazer este exercício, num é fácil não explodir, não ficar chateada com Deus,  então, neste momento, vou dar graças pela iniciativa de empenhar-me.


1 Tessalonicenses 5: 18 Dai graças em toda e qualquer circunstância, porquanto essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 19 Não apagueis o fulgor do Espírito! 




terça-feira, 1 de setembro de 2015

É Pra Você O Meu Primeiro Bom Dia

Sem sombra de dúvidas é muito cativante saber que tem alguém que te quer bem, esteja perto de maneira carnal, palpável ou não.

Um BOM DIA é tão mágico e torna o momento inteiro iluminado.

A tecnologia é realmente incrível quando nos proporciona surpresa (ou não tão surpresa assim) tão doce, é quase indescritível quando a gente acorda e nos primeiros gestos matutinos pega o celular e vê a primeira mensagem do dia – é sua.

Às vezes é a  voz,  às vezes são palavras, não importa, é pra mim o seu bom dia, é pra você o meu primeiro bom dia.

É paixão? Não sei. Só sei que é encantadoramente bom, gostoso de se viver. Se vai dar pé não sei, só sei que por hora é o que traz sabor ao momento presente.

Pequenos gestos valem muito, sobretudo quando estes têm o caráter de demonstrar o quanto o outro é importante pra você, o quanto você é importante na vida de alguém. São gestos assim que encurtam as distâncias, quebram qualquer tipo de barreiras e não te faz sentir-se sozinho, mesmo quando não é possível se ver por dias a fio, afinal, eu sei que seu Bom Dia sempre virá;  é nestes  momentos que  reforço a velha frase feita: “ Estar perto Não é Físico”.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eu Escolho a Parte Boa


E bum! Nada aconteceu como você planejou.

Ora, não foi tão assim... mas foi, ao menos em partes.

Nestes momentos, ou melhor,  nesta exata hora a cabeça deu um nó, os sentimentos se embaraçaram. 

É, porque eu sou assim, 
mi- li- me- tri- ca- men- te precisa. Foi naquela hora que a ficha caiu e você (Eu) defrontou-se com o tão chato “imprevisto’, o dito por muitos “normal” e que devemos estar sempre preparados, mas estamos mesmo? Eu não!

Porque eu não inicio nada esperando pelo pior, ou pelo não esperado, prefiro não dar bola pra números baixos das estatísticas, meu lado megalomaníaco bloqueia porcentagens pouco expressivas.

É né, mas rolou pra mim. Rolou a bola da vez;  minha dramaticidade diria que a bola mais soou como uma bomba chiando. No calor da emoção parece que vai explodir, mas depois de algumas lágrimas, da mente que estava à todo vapor acalmar-se você percebe que é  só mais uma das muitas bombas – não tá acesa, o pavio não é curto, mas é claro que eu não estava preparada para  segurá-la.

Que bom que existe o amanhã (depois do choro, claro) Para aquietar-se? Também, mas não só pra isso. Para dar coragem, pra refletir, pra quebrar a cara por quebrar a cara, pra nos tirar da zona de conforto ou simplesmente pra dizer que as coisas são assim e pronto! As coisas não se desenham como a gente quer a todo momento.

Muitas pessoas dizem que isso é o que faz a vida ter graça, afinal, tudo previsível demais é chato e torna a vida sem emoção, mas confesso que no meu íntimo, se fosse possível banir qualquer inesperado ruim, assim eu o faria. Eu só quero o bom e fim.




sábado, 22 de agosto de 2015

Pro Novo Acontecer

Na música Pra gente se desprender do Marcelo Jeneci tem uma frase que concordo em gênero, numero e grau, é ela: “E a cada ponto final a história vai repetir.”

Tem coisas que são tão cíclicas, naturalmente tem suas peculiaridades, momentos únicos e afins, mas quando acaba, nos parece que é tudo sempre igual, como se chegássemos mais uma vez ao ponto inicial, alguns diriam até que retornou a estaca zero. Claro, que depois que poeiras baixam, que as emoções assentam a gente passa a enxergar os ganhos (mesmo que poucos) o que nós tiramos de aprendizado do que foi vivido e sobretudo, o que podemos mudar e fazer diferente daqui pra frente.

São tantas situações de recomeço nessa vida que eu não consigo mensurar quantos pontos de partida já tive que criar para que o novo acontecesse – na convivência  com a família, amigos, amores, empregos, etc...

Não se deixar abater por desfechos pouco esperados ou por fins inevitáveis que a vida nos proporciona é fundamental, afinal, finais sempre existirão.

Às vezes fins se parecem com perdas, sentimentos de dor costumam nos tomar em alto grau, mas peraí, muitas coisas que vão precisavam realmente ir, e por ensejos são benéfica pra nós, verdadeiros livramentos. Conscientizar-se definitivamente de que para que o novo possa vir, o antigo precisa partir.  

A gente costuma achar que o recomeço será sempre diferente, diferente em tudo, mas será mesmo?

Sinceramente, acho uma ilusão, afinal, em tudo o que fizer, seja hoje, amanhã ou depois sempre terá uma marca que é nossa, própria, que costumo chamar de essência - e essência não é o tipo de coisa que a gente molda ou muda de uma hora pra outra, é característica própria da nossa alma, é brilho nosso que não se perde em nenhum reinício.

Recomeçar é bom, é chance nova de dar continuidade ao que é bom em nós ou no outro, é fantástico saber que boas histórias podem secundar.

Por fim, conclua Jeneci: “A gente é mais que um plural e a vida é muito mais
                                        Que a gente espera temendo a toda queda
                                        Deixa a geleira cair e o beija-flor descansar
                                        Um novo agora virá.”






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Passos Que Só EU Posso Dar

Das convicções que tenho nesta existência, uma delas é de que a única 
pessoa que pode fazer a roleta da vida girar sou eu.

Em determinados momentos é possível e inclusive, mais fácil, transferir 
certas responsabilidades e até culpar situações e pessoas pelo momento 
atual e desfavorável que estamos vivendo – mesmo sabendo que as 
decisões são exclusivamente nossas.

Mas acredito que isto é muito do ser humano, vangloriar-se pelos êxitos e tentar encontrar um culpado para as falhas.

O que não podemos esquecer ou repassar ao outro é o fato que o SIM das nossas vidas está em nossas mãos, tem coisas que só você, eu, é que podemos fazer.

Ninguém vai viver a vida por nós, ninguém vai está na nossa pele para aproveitar os momentos de prazer ou pra vivenciar os momentos de luto por nossas perdas.

A decisão do sucesso ou do fracasso só depende de nós.

O universo não conspira nem contra nem a favor de quem não se posiciona diante da vida.

Não dá pra esperar que o carro zero ou o apartamento tão desejado caia do céu se você não trabalhar e juntar dinheiro pra isto, não dá pra querer passar num concurso público se você não estuda, muito menos que o mercado de trabalho te oferte um emprego melhor se você não se qualifica.

Ficar pra trás ou fazer a máquina da vida engrenar, é um ou mais passos que só nós podemos dar.  Acreditar na sorte ou no azar pode até ser confortante e uma breve colher de chá – nada contra pra quem acredita nisto, mas com certeza não tem azar que consiga atrapalhar o caminho de quem tem determinação e foco pra correr atrás daquilo que deseja.

Tenho acreditado e despertado pro fato que só eu, exclusivamente eu sou a culpada por tudo está do jeito que está, afinal, as decisões assertivas ou não foi eu que as tomei, as escolhas foram feitas por mim, as possibilidades estavam lá nas minhas mãos e foi o meu “sim” que as impulsionaram.

É tempo de mudar, e não tem ninguém no mundo que faça isto por mim, Sai do comodismo e toma as rédias da tua própria vida. #Força #Foco #Fé. Segue à diante.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Seguindo em Frente


Tenho aprendido à duras penas que Recomeçar é pros fortes.

Faz parte da vida as tentativas, erros e acertos, mas cheguei à conclusão que abandonar o barco e partir pra outros mares é sobretudo um ato de coragem.

Permitir-se dar um salto no escuro com tantas questões ao redor não é uma tarefa fácil e demanda muito mais energia e sofrimento do que alguns imaginam.

Ao longo destes últimos meses venho passando por esta fase.

Tenho largado o barco gradativamente. Ainda não fui corajosa o suficiente para pular em alto mar, por vezes me vejo ancorando o barco em alguma margem e vez ou outra troco, volto e retomo alguns barcos da vida.

São tantas coisas na cuca, são tempos desprendidos, investimentos, visão de mundo, sonhos, família, contas, insatisfações e afins envolvidos que simplesmente abandonar tudo e deixar  a água rolar é uma problemática.

Certas libertações parecem que só serão concretizadas quando o passado não passar apenas de uma lembrança.

Recorda, ou melhor, reviver como uma bola de ping-pong dói, estrangula. O mais complicado de tudo isso, que mesmo entendendo, tendo clareza de toda esta temática global, ainda não consigo me desvencilhar. Uma vez ouvi dizer que “Crescer dói”, e é.

Dói largar o que vc construiu durante um longo período, dói ouvir certas críticas, sobretudo as minhas, que são as mais duras possíveis, chegar a conclusão que  parte do que se foi construído não foi um sucesso como imaginara nos sonhos é frustrante;  mas fazer o que, né, frustrações existem, fazem parte da vida e temos que encarar de cabeça erguida ou não. Tocar o barco pra frente e evitar dar voltas em círculos.

Minha mãe sempre me disse:  -Pra frente é que se anda. E tenho que levar o sabedoria popular mais a sério, olhar pra frente, mirar nos novos objetivos, ir ao alcance deles e só espiar para trás pra lembrar que tudo o que foi vivido foram degraus pra nova e próspera fase. O passado passou.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Despadronizada

Como é que eu falo que a minha bunda tá mole pra um cara que eu acabei de conhecer
e estou tão interessada?

É, chega a ser trágico se não fosse cômico, mas isto aconteceu de fato.

Certas situações sem roteiro e sem noção são as melhores coisas que poderiam 
acontecer nas nossas vidas. Se deixar larga-se, esquecer desse lance de querer ser
politicamente correto é libertador.

Com toda certeza é o que traz o verdadeiro brilho ao dia a dia sem graça de uma
 rotina maçante.

Desde aquele momento em que falei essa besteira, naturalmente o riso foi inevitável 
– rimos, os dois. Mas o pós, aaah, esse sim ficou na memória, até agora me pego rindo
da situação – e é tão gostoso!

Como se não bastasse falar, ainda dei uma leve “apalpada” nas nádegas, essa é sem 
dúvida uma história pra contar – talvez não aos meus netos, mas pros amigos, velhos ou não.

Quebrou o gelo, aproximou e porque não dizer que tenha sido até um “Q” pra ele se encantar 
por mim? Bom humor, sem sombra de dúvidas é um viés pra atrair alguém.

Cansei de ser engessada, cansei de ter padrão pra tudo, pra falar, pra agir, vestir, etc.. parece
que tá todo mundo igual...  que ética é essa quase imoral?

Recuso-me a seguir padrão de comportamento na minha vida privada ou não tão privada assim. 
Quero ser eu, e ser eu não é cíclico, não é lego.